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A fisioterapia e a terapia ocupacional são parte essencial da rotina de cuidados dos idosos acolhidos nas Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) de Campo Grande e Sepetiba, mantidas pela Fundação Leão XIII.
Com atendimentos individualizados, atividades funcionais e ações coletivas, os exercícios contribuem para a melhora da mobilidade, o alívio da dor, o fortalecimento da autonomia e a ampliação da convivência social.
Na Unidade de Acolhimento de Campo Grande, os fisioterapeutas Marco Antônio Gonçalves de Mérides Filho e Tatiana Costa de Barros acompanham residentes com diferentes graus de dependência.
“Temos muitos cadeirantes e nosso objetivo é dar a melhor qualidade de vida possível dentro do quadro de cada um. Às vezes, não é possível recuperar a capacidade de andar, mas conseguimos adaptar aparelhos e estimular pequenas conquistas”, explicou Marco.
Os benefícios são percebidos pelos próprios acolhidos. O senhor Jairo Martins relata: “Eu sentia muitas dores nas pernas. Comecei a fazer fisioterapia e já sinto a diferença.”
Já o senhor Rodney Coelho, que participa de treinos de mobilidade, destaca o impacto da rotina terapêutica: “Eu acordo já pensando no que vou fazer aqui. A gente não fica parado. Eu me sinto vivo de novo.” Segundo Tatiana, uma das atividades realizadas é o treino com bola:
“O exercício trabalha rotação de tronco e equilíbrio. Com o senhor Rodney, por exemplo, usamos a bola para estimular a amplitude de movimento e fortalecer a coordenação.”
Além dos atendimentos individuais, a unidade desenvolve oficinas e práticas lúdicas. “Essas atividades estimulam mobilidade, cognição e socialização. Eles se divertem enquanto se fortalecem”, completou Tatiana.
Na Vila Residencial dos Idosos Nova Sepetiba, a fisioterapeuta Ingrid de Souza Breda, há um ano e cinco meses na unidade, é uma das profissionais que acompanham 42 idosos acolhidos, em um espaço com capacidade para 58.
Entre eles está o senhor Severino Manuel Barbosa, que enfrenta dores na lombar e nos joelhos.
“O meu problema era sentir dor no corpo todo. Antigamente eu quase nem andava. Agora, quando eu faço os movimentos, melhora bastante. O que está me livrando mesmo é a fisioterapia”, afirmou.
Outro acolhido, o senhor Valmir Silva Moreno, relata avanços no tratamento para dores no ombro: “Doía muito, dava até fisgada. Agora já melhorou. Eu faço exercícios com bola, elástico e uns pezinhos. Já consigo levantar o braço e fazer minhas atividades.”
Ingrid destaca a evolução dos dois: “O senhor Severino andava muito lento, agora consegue caminhar melhor. Já o senhor Valmir recuperou mobilidade no braço e hoje realiza as atividades diárias com mais autonomia.” Para ela, o comprometimento faz toda a diferença: “Eles seguem as orientações e comemoram cada progresso. É muito gratificante acompanhar essa evolução.”
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