Fundação Leão XIII
 

Notícia  
Idosos da Fundação Leão XIII visitam o antigo Palácio da Justiça
19/09/2011 - 10h05

Por Ascom do Museu da Justiça A véspera do feriado da Independência do Brasil foi diferente para cerca de 15 idosos da Fundação Leão XIII, que conheceram, pela primeira vez, o antigo Palácio da Justiça do Rio. A visita guiada foi conduzida pela educadora Blanca Dian, do Museu da Justiça, que mostrou ao pessoal da terceira idade a beleza da construção, a arquitetura, em estilo eclético, os aspectos históricos da Justiça fluminense. O grupo, que veio da unidade da Vila Residencial dos Idosos, em Sepetiba, Zona Oeste do Rio, conheceu também a exposição “Projeto Memória do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro”, que funciona, de segunda a sexta, das 11h às 17h. O grupo, composto por pessoas com idade acima de 60 anos, conheceu também o Salão dos Passos Perdidos, a antessala do Tribunal do Júri. A coordenadora da unidade da Vila Residencial dos Idosos, da Fundação Leão XIII, Márcia Cristina Domingues Gomes, explicou que é a primeira vez que os abrigados vêm ao antigo Palácio da Justiça. “Uma vez por mês, fazemos uma atividade externa com eles, como forma de entretenimento, motivação e de estímulo para que eles saiam de casa. Já visitamos outros lugares, o último foi o Teatro Municipal e o próximo deverá ser o Forte Copacabana. A coordenadora veio acompanhada pela assistente social Elenice Oliveira Silva e pela técnica em assuntos educacionais, a pedagoga Neusa Maria Torres. Emoção “Achei a visita emocionante. Não só pela riqueza dos detalhes deste prédio, mas também pela riqueza dos valores que nos foi passada, em termos de informações. Já fui a outros palácios, como o de Laranjeiras e o de Tiradentes, mas é a primeira vez que vim aqui. É nessas horas que sinto orgulho de ser brasileira. Gostaria, porém, que a nova geração desse mais valor a lugares como este. Que desse mais valor ao nosso Brasil”, comentou Aurora do Nascimento Marques, de 87 anos, nascida, conforme ela mesma disse, “em 21 de abril de 1924 – no dia de Tiradentes, o mártir da Inconfidência Mineira”. Ela comentou, ainda, que é viúva, tem um filho e foi costureira, tendo trabalhado com Helena, uma das netas do jurista Rui Barbosa, além de ter sido governanta em casa de pessoas importantes. Foi parar no abrigo porque teve a sua casa assaltada e queimada por marginais, há anos atrás, quando morava em Itaipu, Niterói. Disse estar abrigada desde 3 de outubro de 2002. “Mas, espero um dia voltar a ter a minha casinha, o meu lar novamente”, falou, esperançosa.




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